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terça-feira, 13 de julho de 2010

Estréias, estréias e estréias

Julho é o mês da estréia pra mim:



"E Agora, Nora?!"
Re-estréia 07 de julho
Todas as quartas e quintas às 21hs no Teatro Augusta

e, no Club Noir (onde vocês podem me encontrar fazendo a bilheteira no espetáculo de domingo):



TRÍPTICO [ Richard Maxwell ]
- BURGUER KING - 21HS - sextas-feiras
- CASA - 21h - sábados
- FIM DA REALIDADE - 20HS - domingos

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Junho

Dinheiro, infelizmente, não está completamente vinculado ao meu fazer teatral. Assim, eu arrumo bicos: operadora de som, de luz, carregadora de cenário, tradutora, produtora de eventos...

E pra aproveitar que é junho, acabei, eu a Cia Temporária, junto com uma companhia irmã, a fazermos uma segunda festa junina. Sim, pois havíamos feito uma semana passada e, foi tão boa, que mal pudemos esperar para fazer a segunda edição...



Assim, para os amigos que visitam essas páginas, fica o convite...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Debates

Durante essas últimas semanas, a Cia Temporária de Investigação Cênica criou um ciclo de debates.
Como eu já havia apresentado o primeiro, vou fazer aqui uma revisão pra deixar um registro de como eles foram, ao menos por fotos...

“Mulheres na Arte”. Debate com as convidadas: Lúcia Romano da Cia Livre, Daniele Ricieri do grupo As Atuadoras, Fernanda Azevedo da Companhia Kiwi de Teatro e Roberta Estrela D'alva do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.


Aqui, Daniele Ricieri do grupo As Atuadoras e Fernanda Azevedo da Companhia Kiwi de Teatro.



Nesta, Lúcia Romano, da Cia Livre e um participante do debate.














E, por último, aqui estão Roberta Estrela D'Alva, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e a Sofia Boito, da Cia Temporária de Investigação Cênica, iluminadora da peça e também minha colega de palco.



“Mulher e organizações políticas e socias"; com as convidadas: Camila Furchi, integrante equipe técnica da SOF – Sempreviva Organização Feminista e militante da Marcha Mundial das Mulheres e com Luciana Vizzotto e Cristiane Toledo do Movimento Pão e Rosas.




Aqui estão Luciana Vizzotto e Cristiane Toledo do Movimento Pão e Rosas.














E, aqui, Joana Dória e Sofia Boito, ambas da Cia Temporária; uma participante do debate e Camila Furchi, da SOF e também militante da Marcha Mundial das Mulheres.


O terceiro e, infelizmente, último debate foi uma conversa sobre "A trajetória da representação do corpo feminino ao longo dos tempos", com a Prof. Dra. Denise Sant'Anna, da PUC-SP.
As fotos desse último debate, que aconteceu ontem, eu ainda não tenho! Mas logo mais eu publico aqui!

Ah sim: só lembrando que semana que vem é a ÚLTIMA SEMANA da peça “E Agora, Nora?!”.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Debatendo Nora

Nesta quinta-feira, dia 26/11 nós, da Cia Temporária de Investigação Cênica, teremos convidados especiais.

Iniciaremos junto com Lúcia Romano (Cia Livre) e Daniele Ricieri (Atuadoras)um ciclo de debates sobre Mulher. E, tendo artistas como convidadas, o tema de quinta é "Mulheres na Arte"!.

O debate vai acontecer logo depois da peça "E Agora, Nora?!" e eu já estou bem ansiosa. Depois que ele acontecer, volto aqui para relatar como foi e já anunciar o próximo encontro com nossas próximas convidadas!!

DEBATE "MULHERES NA ARTE" com Lúcia Romano e Daniele Ricieri.
Dia 26/11, após a apresentação de "E Agora, Nora?!".
SALA EXPERIMENTAL PLÍNIO MARCOS DO TUSP – 20hs - Teatro da USP – Rua Maria Antônia 294 – Consolação. Telefone: (11) 3255-1782.
PREÇO PROMOCIONAL DA PEÇA PARA OS DIAS DE DEBATE: R$ 5,00

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Segunda semana

Revisão.
Na semana retrasada eu pintei 3 portas, 3 mesas e 3 bancos de branco. Eu ensaiei tardes a fio, eu fiz 4 espetáculos seguidos do DNA na Cultura Inglesa de Pinheiros para o projeto "Femsa leva" e depois, no mesmo dia, fui para o centro costurar bonecas de plástico em um voal.

Estreiamos.
Pouquissima gente. É uma pena, porque a peça caiu como uma luva no espaço (ou será que foi o espaço que caiu como uma luva para nós?). Nos divertimos ao fazer a peça já mais madura e pronta, depois de tanto trabalho.

De percaussos, foram poucos: quase cai de um banco (quando fico de pé nele em um salto alto) e alguns tropeços de segundo dia. Mas nada que abale a peça: todo dia a mesma, mas sempre diferente.

Ficamos chocadas com esse caso da estudante da Uniban (e ainda estamos) e como, pode se dizer que infelizmente, o assunto da nossa peça ainda é tão atual.

Queremos falar: estamos organizando debates que logo serão divulgados aqui também.

E pra quem quiser assitir:



"E Agora, Nora?!"
De 04/11 a 17/12
Quartas e Quintas, 20h.
Sala experimental Plínio Marcos
TUSP
(R Maria Antônia, 294)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bibliografia




Já é o último fim de semana da peça...
O início do semestre é sempre como se começasse um novo ano. Mas isso quase nunca quer dizer férias.
Nora ainda vai andar bastante por aí.

Cidadania, Bate-Papo e DNA também tem dias contados... Ao menos para longas temporadas em 2009.

De novidades, agora a Cia Temporária tem grupo de estudos.
E começamos com:
Murakami, Kawabata, Hirokazu, Miranda July, Sophie Calle, Novarro e Paul Klee.
As coisas parecem um pouco distantes agora mas aos poucos as coisas se revelam.



E Agora Nora?!
Até dia 30/08.
Sexta, sábado e domingo, 21hs.
Casa Livre - R. Pirineus 107.

Cidadania
Última apresentação 29/08, 18hs.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

Bate-Papo
Última apresentação 30/08, 17h30.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

DNA
Até dia 13/09.
Sábado e domingo, 18hs e 17h30.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Coisa de Mulher

Durante um processo de pesquisa, muitas coisas aparecem. E quando aparece você?
Quando a gente olha pra fora e pra dentro, quando a gente se expõe de um modo inimaginável, quando nos colocamos desnudadas no palco. Ser nosso objeto de pesquisa e de exposição sem ser objeto é muito complexo. Depor é muito complexo. Acho que somos muito complexos.

O texto é um pouco longo, mas taí um desses pensamentos pontuais que se passam quando penso em mim mesma e em mim como mulher (outro ponto da nossa pesquisa):

Fui criada pra ser uma pessoa e não uma mulher.
Eu fui criada pra ser independente, pra ter sucesso no trabalho, pra cuidar de mim e não precisar de alguém.
E me deparo precisando o tempo todo.
De um homem.
Não quero me casar mas não seria nada mal chegar em casa e ter alguém lá.
Uso tênis e não gosto de batom mas pinto meu cabelo e me depilo com cera quente.
Não sou viciada, na verdade nem gosto de fazer exercícios mas tenho medo de ser gorda.
Tenho a pele clara e meu médico me mandou usar protetor solar: previne câncer e rugas.
Queria ser muito atraente mas não queria que minhas conquistas tivessem a ver com meu poder de sedução.
È isso que é ser mulher?
É simplesmente uma diferença biológica ou realmente as mulheres são mais abertas, mais profundas, mais sensíveis, mais empáticas... e eu devo abdicar das diferenças em prol de ser uma pessoa ou existe um lugar diferente no mundo pras mulheres?
A sedução, o relacionamento, a procriação, a criação... tudo isso é parte de mim ou é obrigação minha?
Sou eu que tenho que estar sempre jovem, sempre arrumada, pintar minha cara, cuidar da minha pele, ficar magra? E pra que? Pra quem? Pra mim? Pra ele?
Sou eu quem tem que se preocupar em seduzir, em não deixar o relacionamento esfriar, em existir um “próximo passo”, em ter que discutir relação? Ou se espera isso de mim?
Sou eu que preciso afirmar que quero dividir a conta do jantar, do cinema, de telefone? Eu preciso ficar envergonhada quando querem me pagar o encontro? Ou eu preciso aceitar isso em prol de um cavalheirismo e uma gentileza porque sou mulher?
Eu preciso cuidar do meu corpo pra não ficar doente ou eu preciso cuidar do meu corpo pra estar sempre “em forma”? Em forma de quê? Na forma da capa da revista? Na forma da tela da tevê?
Eu quero tanto achar meu lugar no mundo, minha essência, meu diferencial... e pra um lado ou pra outro só me fazem ser igual. Tenho que ser igual aos homens. Tenho que ser igual às mulheres.
Tenho que ser bem sucedida, tenho que ganhar bem, tenho que pensar em ter filhos, tenho que acabar com as celulites. E mesmo assim, tenho a sensação de faltar alguma coisa. Falta descobrir o que é isso que me faz mulher e não homem.
Preciso admitir que quero sim ter um homem que me ame. Que eu quero sim que ele se ofereça pra abrir a porta ou carregar minha bolsa. E que eu quero sim me maquiar pra sair no sábado a noite. E que eu quero ser a mulher mais linda do universo pro meu namorado mesmo que tenha culote ou celulite, mesmo com remela nos olhos e cabelos desgrenhados de manhã. Quero que ele queira ter filhos e também que queira adotar um, apesar desse sonho ser meu e não dele. E que ele ame nosso filho de criação como amaria um de sangue. E quero pagar metade das contas com meu dinheiro. E quero ser admirada no meu trabalho. E quero ter sucesso no que eu faço. E quero trabalhar duzentas horas e ter fôlego pra sair pra dançar. E quero sair pra beber e ser paquerada por estranhos e poder dizer pra eles que não, obrigada, não estou interessada neles. E quero falar mal do meu namorado e dos homens em geral e também, ou ao mesmo tempo, que minhas amigas gostem dele. Quero sustentar meus filhos e ainda animais de estimação. Quero poder ajudar de fato a sociedade, seja com fundos para instituições pertinentes seja mesmo na política. Quero poder envelhecer sem me sentir mal, ou feia, ou que eu passei do tempo, ou mal amada.
Falta alguma coisa porque eu quero tudo.


*Depoimento para o processo de "E Agora Nora" com a Cia Temporária de Investigação Cênica.