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terça-feira, 13 de julho de 2010

Estréias, estréias e estréias

Julho é o mês da estréia pra mim:



"E Agora, Nora?!"
Re-estréia 07 de julho
Todas as quartas e quintas às 21hs no Teatro Augusta

e, no Club Noir (onde vocês podem me encontrar fazendo a bilheteira no espetáculo de domingo):



TRÍPTICO [ Richard Maxwell ]
- BURGUER KING - 21HS - sextas-feiras
- CASA - 21h - sábados
- FIM DA REALIDADE - 20HS - domingos

terça-feira, 18 de maio de 2010

H.A.M.L.E.T - último fim de semana



Quem já viu sabe: um clima árido, estranho. Tudo é asséptico.
E nesse mundo asseptico, o outrora príncipe da Dinamarca é agora um homem impotente. Sexualmente, mas não só. Não há nele potência, apesar de haver uma pulsão.
É difícil para mim escrever sobre o espetáculo já que, para mim, ele propões exatamente frestas, aberturas e questões e não afirmações. Então o que é possível afirmar sobre ele?

Gostar ou não gostar do espetáculo é insignificante. Falar de como eu acho que estão os atores ou o cenário ou o figuro ou sei lá mais qual segmento existe dentro de uma suposta divisão do todo de um espetáculo, me parece empobrecedor.
Qual é a questão? É difícil até mesmo enxergar a pergunta.

Mas há alguns pontos que eu gostaria de ressaltar:
Como nossa imaginação como platéia é requirida de modo ativo dentro do espetáculo; como o estranhamento e a obscuridade se engrandecem numa sala branca; como se confundem a falta de realidade e o peso dos reais questionamentos; como a fala pode ser geométrica e musical; e, finalmente, como é possível rir da nosso própria desgraça com uma brincadeira tão antiga quanto a da adivinhação.
O "como", o percurso, a trajetória está sempre a frente no espetáculo. E isso diverge por completo da nossa sociedade patologizada e pasteurizada. Acho isso motivo suficiente para recomendar o espetáculo.

Assim, fica o convite para um último final de semana:
H.A.M.L.E.T
Teatro Club Noir.
Rua Augusta, 331, Consolação.
Sextas e sábados às 21h; domingo às 20h - até 23 de maio
Preço: R$30,00

terça-feira, 16 de março de 2010

Estréia H.A.M.L.E.T

Nesse fim de semana, estreiou no Club Noir a peça H.A.M.L.E.T com a direção de Juliana Galdino.

Ainda não tive tempo de escrever sobre, então "fica a dica" pra assistir:



De 13/03 a 23/05
Sextas e sábados, às 21h; domingo, às 20h
Preço: R$30,00 e R$15,00 (meia)
Club Noir : Rua Augusta - 331

quinta-feira, 4 de março de 2010

Macaco-Homem

Logo mais, posts de fora de São Paulo...
Como assistente da querida Danielle Cabral estou trabalhando na produção do espetáculo "Comunicação a uma Academia" que, logo mais, começa a viajar pelo Brasil.

Mas se você está em São Paulo e ainda não assistiu, ainda dá tempo:

Comunicação a uma Academia

De 4/2 a 26/3, às quintas e sextas-feiras, às 21 horas.

Teatro Imprensa
Rua Jaceguai, 400, Bela Vista, São Paulo
Tel: 0/xx/11/3241-4203

Ingressos: Uma lata de leite em pó ou R$10,00 (inteira) ou R$5,00 (meia).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Paralela Noir II - Os Gigantes da Montanha

No meio de carnavalices e carnavalescos, o Club Noir continua a apresentar, gratuitamente, as peças da segunda Paralela Noir... mas só até o fim deste mês...

Às sextas-feiras, “Os Sete Gatinhos”, texto de Nelson Rodrigues, direção de Roberto Alvim



















Aos sábados, “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello, também com direção de Roberto Alvim. (E é preciso acrescentar que eu estou no elenco dessa montagem!)



















E, finalmente, aos domingos, “O Anjo Negro”, de Nelson Rodrigues, com direção de Juliana Galdino.



















Lembrando que o Club Noir fica na rua Augusta, 331.
E que as peças estão em cartaz: sextas, 21hs, sábado, 21hs e domingo, 20hs.
E, claro, que a entrada é franca!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Re-estréia

E essa semana começou com as duas re-estréias previstas e agendadas para esse ano (já estou esperando por outras re-estréias não agendadas e, quem sabe, uma estréia).

A primeira é "Os Gigantes da Montanha"
Essa peça é mais um exercício da Paralela Noir. Dessa vez, quem nos dirigiu foi o Roberto Alvin e (não posso esquecer de dar os créditos) o Rodrigo Pavon.
Pra saber mais sobre esse exercício que fica todo sábado, às 21hs, em cartaz no Club Noir (de graça), pode dar uma olhada no Blog que o João fez pra peça!

Legal, né?

A segunda é na Culturaria.
Como eu já havia dito na semana passada, o primeiro texto do ano já foi publicado. É um texto bem leve sobre meus pensamentos sobre um certo blockbuster. Aí vai:

Interpretação Digital
Por Júlia Novaes



Entre férias escolares e recessos, grande parte dos paulistas não está trabalhando entre o natal e o ano novo. Em janeiro, a cidade começa a andar, devagar, mas já em ritmo de horário comercial. Voltando também das minhas férias, fui dar uma olhada no Guia da Folha. A edição da primeira semana de janeiro é finíssima. Mesmo com as propagandas e um caderno especial de verão, 60 páginas.

Para o teatro, uma só. A página 34. Cinema, é claro, ocupa grande parte do caderno (20 páginas), junto com restaurantes, guloseimas e bares (sim, são 3 categorias diferentes que, ao todo, levam 11 páginas do caderno).

Bem, meu primeiro pensamento foi que isso tinha uma resposta óbvia. Afinal, o teatro é a única arte que precisa que as pessoas estejam lá, ao vivo, atuando, para acontecer. Quer dizer, posso ir ver uma exposição ou ouvir uma música sem estar fisicamente no mesmo local que o artista que produziu aquela obra, a não ser que estejamos falando de uma performance ou de um show, claro. No caso do cinema, em comparação ao teatro, é ainda mais evidente: a maioria dos atores hollywoodianos que eu vejo na telona eu nunca vi ao vivo.

Acabei me rendendo e resolvi, nessa primeira coluna do ano, falar um pouco de cinema também. É que, nestas férias, fui ver “Avatar”. Acho que todo mundo já ouviu falar desse filme de ficção, que tem uma história muito parecida com a de Pocahontas. O exército vai até um outro planeta (ou, mais especificamente, até a lua de outro planeta) para que uma empresa explore um minério que só há lá. Nessa equipe do exército, há uma equipe de cientistas que estuda a cultura dos Na’vi, os nativos de Pandora. Por um acaso, um cientista morre. Seu irmão gêmeo assume seu lugar, por ser geneticamente compatível com seu Avatar. A questão é: ele é um fuzileiro e passa a dar informações preciosas sobre os Na’vi para o exército. Claro, ele se envolve com a cultura natureba (no bom sentindo) dos Na’vi e também com Neytiri, a filha do chefe. Ele acaba se tornando um deles e escolhendo lutar do lado deles, quando os humanos partem para a ofensiva bélica.

Se vocês ainda não viram o filme, não se preocupem; o roteiro é o menos importante. O interessante mesmo são os efeitos especiais. Quando vemos o mundo de Pandora, entramos no mundo mágico do cinema computadorizado. Mas esse filme não foi feito como as animações da Pixar ou da Disney. Na verdade, o diretor nem mesmo o considera uma animação. É que o filme foi feito, primeiro, normalmente. Quer dizer, como manda o figurino: os atores atuavam e a câmera os registrava. Com a diferença de que eles estavam com uma roupa cheia de pontos (havia pontos também no rosto deles) para que isso fosse capturado com detalhes pelo computador. Os cinéfilos devem se lembrar dessa nova tecnologia que está sendo desenvolvida desde Gollun (personagem do Senhor dos Anéis).

Por mais que você não goste de filme de ficção científica ou de guerra (sim, há uma longuíssima batalha no filme), há algo que faz com que você se prenda a ele. Os personagens mágicos, lúdicos e “do bem”; as cores, o brilho e as conexões do ambiente... Claro, fui ver o filme em 3D. É engraçado porque eu me lembro de ter ido, quando pequena, ver algumas das sessões 3D, com aqueles óculos metade vermelhos, metade azuis; e me lembro também de que não havia história. A graça era simplesmente ver as borboletas ou o jacaré sairem da tela. Ver um filme colorido e cheio de criaturas mágicas em 3D me deu uma certa nostalgia.

E também gerou uma certa polêmica entre os que estavam comigo. Por que não se considera um filme desses uma animação?! Pensamos em vários argumentos. Na tecnologia que capta direto todos os movimentos e expressões dos atores. Mas, sendo isso uma reprodução, qual seria a diferença entre isso e desenhar tudo depois, também reproduzindo a interpretação com fidelidade? Afinal, quem não se lembra das homenagens feitas às vozes dos atores em animações? Só pra dar um exemplo, a Lola de “O espanta Tubarões”, que não dá pra não reconhecer, é Angelina Jolie. Ou de Fred, de “A Scanner Darkly”, personagem que foi feito com um recurso de rostocopia, usado exatamente para que os personagens animados sejam idênticos aos atores, pois ele é feito por cima das filmagens reais.

Os efeitos especiais, cada vez mais evidentes, seja como linguagem (como em “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, só pra lembrar de um), seja como uma ferramenta para criar um mundo mágico (como toda a saga de Harry Potter, por exemplo) estão invadindo as telas, agora também como protagonistas.

Mas acho que “Avatar”, assim como “A Scanner Darkly”, tem uma outra questão: como os atores não apenas emprestam sua voz, mas também seu corpo, atuando na frente das câmeras, será que ainda é possível avaliar a atuação deles? Ou será que todos esses muros — a tela, a câmera, o filme, e, ainda por cima, toda essa animação computadorizada colocada em cima dos atores para guiar nossa visão — acaba escondendo-os e distanciando-os ainda mais de nós? Será que ainda existe diferença entre os filmes e as animações, ou será que essas linhas já estão sendo cada vez menos demarcadas?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Debatendo Nora

Nesta quinta-feira, dia 26/11 nós, da Cia Temporária de Investigação Cênica, teremos convidados especiais.

Iniciaremos junto com Lúcia Romano (Cia Livre) e Daniele Ricieri (Atuadoras)um ciclo de debates sobre Mulher. E, tendo artistas como convidadas, o tema de quinta é "Mulheres na Arte"!.

O debate vai acontecer logo depois da peça "E Agora, Nora?!" e eu já estou bem ansiosa. Depois que ele acontecer, volto aqui para relatar como foi e já anunciar o próximo encontro com nossas próximas convidadas!!

DEBATE "MULHERES NA ARTE" com Lúcia Romano e Daniele Ricieri.
Dia 26/11, após a apresentação de "E Agora, Nora?!".
SALA EXPERIMENTAL PLÍNIO MARCOS DO TUSP – 20hs - Teatro da USP – Rua Maria Antônia 294 – Consolação. Telefone: (11) 3255-1782.
PREÇO PROMOCIONAL DA PEÇA PARA OS DIAS DE DEBATE: R$ 5,00

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Segunda semana

Revisão.
Na semana retrasada eu pintei 3 portas, 3 mesas e 3 bancos de branco. Eu ensaiei tardes a fio, eu fiz 4 espetáculos seguidos do DNA na Cultura Inglesa de Pinheiros para o projeto "Femsa leva" e depois, no mesmo dia, fui para o centro costurar bonecas de plástico em um voal.

Estreiamos.
Pouquissima gente. É uma pena, porque a peça caiu como uma luva no espaço (ou será que foi o espaço que caiu como uma luva para nós?). Nos divertimos ao fazer a peça já mais madura e pronta, depois de tanto trabalho.

De percaussos, foram poucos: quase cai de um banco (quando fico de pé nele em um salto alto) e alguns tropeços de segundo dia. Mas nada que abale a peça: todo dia a mesma, mas sempre diferente.

Ficamos chocadas com esse caso da estudante da Uniban (e ainda estamos) e como, pode se dizer que infelizmente, o assunto da nossa peça ainda é tão atual.

Queremos falar: estamos organizando debates que logo serão divulgados aqui também.

E pra quem quiser assitir:



"E Agora, Nora?!"
De 04/11 a 17/12
Quartas e Quintas, 20h.
Sala experimental Plínio Marcos
TUSP
(R Maria Antônia, 294)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bibliografia




Já é o último fim de semana da peça...
O início do semestre é sempre como se começasse um novo ano. Mas isso quase nunca quer dizer férias.
Nora ainda vai andar bastante por aí.

Cidadania, Bate-Papo e DNA também tem dias contados... Ao menos para longas temporadas em 2009.

De novidades, agora a Cia Temporária tem grupo de estudos.
E começamos com:
Murakami, Kawabata, Hirokazu, Miranda July, Sophie Calle, Novarro e Paul Klee.
As coisas parecem um pouco distantes agora mas aos poucos as coisas se revelam.



E Agora Nora?!
Até dia 30/08.
Sexta, sábado e domingo, 21hs.
Casa Livre - R. Pirineus 107.

Cidadania
Última apresentação 29/08, 18hs.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

Bate-Papo
Última apresentação 30/08, 17h30.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

DNA
Até dia 13/09.
Sábado e domingo, 18hs e 17h30.
Cultura Inglesa - R. Deputado Lacerda Franco, 333.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Triologia: B, C, D.



DNA.
É a terceira peça: B, C, D.
Bate-papo, Cidadania e, agora, DNA.
Nunca tinha reparado nisso até o Tai me fazer rir com um copo de cerveja.
Cada peça foi uma experiência diferente pra mim.

Bate-papo foi um grupo muito novo, de gente querida, que acreditava quase ingenuamente naquilo que fazia. Éramos seis atores que acordávamos cedo e íamos ensaiar mesmo sem o diretor. A gente emprestou nossas roupas aos personagens e ficava triste quando alguém precisava ser substituído. Foi mesmo um debut pra muita gente. Tudo acontecia num ritmo maluco. Montar uma peça em dois meses? Não pareceu possível. Mas foi. No começo foi garra, depois, criamos tudo. Imagino como deve ser refazê-la hoje... É a menina dos meus olhos.

Cidadania foi um pouco mais difícil no começo. Meio áspero. Mais gente, mais correria. A trancos e barrancos, também saiu algo. Algo bom. A trajetória da peça em cartaz foi mais irregular... No fim, a despedida foi menos triste. Na verdade, foi bem divertida! Essa peça tem algo de especial... é como se ela tivesse nascido pra dirigir. A gente se divertia e ela nos levava e levava quem assistia. E ganhamos mais público, mais espaço...

DNA ainda está em cartaz (e vai ficar por mais tempo!). Já é um terceiro elenco. Da triologia só eu restei. Foi um processo e uma peça mais divertida. Pilhada. Um jogo gostoso de jogar. Tem muito a ver com o Bate-Papo, no tema. Mas é onde as coisas acontecem.

Nesse jeito “express” (e que pode deixar muita gente maluca) do Tuna levar as coisas a gente aprende muito: aprende a confiar em alguém que acabou de conhecer, aprende a se divertir e não se preocupar com o que não lhe cabe, aprende a relaxar quando tudo dá errado, aprende que sempre há uma maneira de se contar uma história. Acho que muita gente ia aprender muito se montasse uma peça em dois meses e ela ficasse um ano em cartaz. Não é fácil. Mas não é impossível. Estamos aí pra provar que quando a gente acredita e quer, as coisas dão certo.

DNA
(- de Dennis Kelly)
Direção de Tuna Serzedello
No Espaço do Satyros I (Pça Roosevelt, 214)
Todo sábado e domingo, 19hs, 20 dinheiros.

terça-feira, 12 de maio de 2009

"Oito anos que durará o luto não entrará nesta casa o vento da rua"



Esse sábado foi a estréia de A CASA DE BERNARDA ALBA.

Parece que tudo começou ontem. Minha amiga Julieta (escritora e diretora) estava fazendo um curso de dramaturgia no Club Noir com o Roberto Alvim. E durante uma semana ela me encheu dia e noite para que eu fizesse o curso de interpretação que eles oferecem lá. E eu resolvi fazer.
As aulas com a Juliana Galdino foram fantásticas.
Além de eu admirar muito o trabalho dela como atriz gosto da estética do Club Noir.

O Telescópio Hubble: são os 2/3 do universo que sabemos que existe, mas que não conseguimos ver. É isso que queremos ver lá. Os 2/3 do humano que sabemos que existe, mas que é impalpável, inefável. Então como é possível fazer essa parte que não pode ser falada ser vista e ouvida do palco? Boa pergunta. Talvez seja pretensão dizer que dá pra ver isso na nossa peça. Talvez seja só esperançoso.
Enfim.
A desaceleração, o desencobrimento, as sensações esfumaçadas na máscara, o tom da voz e a construção do sentido lógico das frases. Essas ferramentas eu acredito que estão mais claras. É a casa da família Alba em tom contemporâneo, sem atropelar a história, o clássico (e nem o Lorca).

A estréia... Pra mim, estréia é sempre estréia. As borboletas sempre aparecem na barriga. Mas foi um bom espetáculo. Acho que isso resume esse tempo de trabalho e a sensação dessa estréia: começamos com uma oficina e terminamos com um espetáculo.




A CASA DE BERNARDA ALBA
(- de F. G. Lorca)
Direção de Juliana Galdino
No Club Noir (Rua Augusta, 331)
Todo sábado, 21hs, entrada franca.