sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Debates

Durante essas últimas semanas, a Cia Temporária de Investigação Cênica criou um ciclo de debates.
Como eu já havia apresentado o primeiro, vou fazer aqui uma revisão pra deixar um registro de como eles foram, ao menos por fotos...

“Mulheres na Arte”. Debate com as convidadas: Lúcia Romano da Cia Livre, Daniele Ricieri do grupo As Atuadoras, Fernanda Azevedo da Companhia Kiwi de Teatro e Roberta Estrela D'alva do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.


Aqui, Daniele Ricieri do grupo As Atuadoras e Fernanda Azevedo da Companhia Kiwi de Teatro.



Nesta, Lúcia Romano, da Cia Livre e um participante do debate.














E, por último, aqui estão Roberta Estrela D'Alva, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e a Sofia Boito, da Cia Temporária de Investigação Cênica, iluminadora da peça e também minha colega de palco.



“Mulher e organizações políticas e socias"; com as convidadas: Camila Furchi, integrante equipe técnica da SOF – Sempreviva Organização Feminista e militante da Marcha Mundial das Mulheres e com Luciana Vizzotto e Cristiane Toledo do Movimento Pão e Rosas.




Aqui estão Luciana Vizzotto e Cristiane Toledo do Movimento Pão e Rosas.














E, aqui, Joana Dória e Sofia Boito, ambas da Cia Temporária; uma participante do debate e Camila Furchi, da SOF e também militante da Marcha Mundial das Mulheres.


O terceiro e, infelizmente, último debate foi uma conversa sobre "A trajetória da representação do corpo feminino ao longo dos tempos", com a Prof. Dra. Denise Sant'Anna, da PUC-SP.
As fotos desse último debate, que aconteceu ontem, eu ainda não tenho! Mas logo mais eu publico aqui!

Ah sim: só lembrando que semana que vem é a ÚLTIMA SEMANA da peça “E Agora, Nora?!”.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Debatendo Nora

Nesta quinta-feira, dia 26/11 nós, da Cia Temporária de Investigação Cênica, teremos convidados especiais.

Iniciaremos junto com Lúcia Romano (Cia Livre) e Daniele Ricieri (Atuadoras)um ciclo de debates sobre Mulher. E, tendo artistas como convidadas, o tema de quinta é "Mulheres na Arte"!.

O debate vai acontecer logo depois da peça "E Agora, Nora?!" e eu já estou bem ansiosa. Depois que ele acontecer, volto aqui para relatar como foi e já anunciar o próximo encontro com nossas próximas convidadas!!

DEBATE "MULHERES NA ARTE" com Lúcia Romano e Daniele Ricieri.
Dia 26/11, após a apresentação de "E Agora, Nora?!".
SALA EXPERIMENTAL PLÍNIO MARCOS DO TUSP – 20hs - Teatro da USP – Rua Maria Antônia 294 – Consolação. Telefone: (11) 3255-1782.
PREÇO PROMOCIONAL DA PEÇA PARA OS DIAS DE DEBATE: R$ 5,00

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estréia de aniversário

Hoje, no meu aniversário, eu estreiei como colunista.
Foi uma correria para escrever o texto a tempo da estréia do site-blog (que estreiou sem mim ontem!).
Se quiserem dar uma olhada no site: Culturaria.

E aí vai meu primeiro texto:


Teatro na contramão do trânsito de São Paulo
por Júlia Novaes


Depois de uma semana de caos, com falta de energia, falta de água, calor, chuvas e claro, como de costume, um trânsito horrível na cidade de São Paulo, eu resolvi escrever sobre uma luz no fim desse túnel.

“Cordel do Amor Sem Fim” é um espetáculo de teatro que tem suas últimas apresentações dia 18 e 19 de novembro, quarta e quinta, às 21hs. O local? Um ônibus urbano com saída no TUSP.

A companhia que criou esse projeto, assim como acontece frequentemente em São Paulo, se juntou por afinidade de gostos. Os membros da Trupe Sinhá Zózima se conheceram em um curso profissionalizante de teatro e, desde a formatura estão juntos. Parece que, na contramão desse nosso mundo de competição, o grupo faz o projeto ficar mais forte. Eles dividem tudo, desde a criação do espetáculo à pesquisa geral da Trupe, sempre em cima das ideias de regionalismo, cotidiano e a universalidade dos sentimentos e emoções humanas. Além da concepção, da escolha do espetáculo e do material humano e profissional que os integrantes trazem para a Trupe, eles também dividem a produção: da parte administrativa à financeira. Hoje, depois de dois anos juntos, os seis integrantes da Trupe já conhecem a facilidade e as preferências que cada artista tem no trabalho mais burocrático da produção, mas todos eles já fizeram um pouco de tudo. Assim, todos os artistas sabem tudo o que é preciso para que o espetáculo saia das ideias e entre no mundo real.

Essa sintonia surgiu da mesma vontade: a de explorar o contato com o público e com o espaço. Para isso, a Trupe começou em bares noturnos, passando para o ônibus urbano e até mesmo supermercados. Mas essas intervenções fizeram os integrantes da Trupe decidirem que o que eles procuravam era fazer um espetáculo em movimento e, por isso, a escolha final pelo ônibus urbano. Claro que essa ideia trouxe diversas dificuldades. Uma delas, para dar um exemplo, é a dificuldade de classificar a peça para editais e festivais por ela não se caracterizar nem como teatro de rua nem como “teatro no teatro”. É inacreditável que uma ideia tão boa não tenha espaço simplesmente por não se enquadrar nesse tipo de classificação.

E a Trupe já tem dois espetáculos nas costas (“Cordel do Amor Sem Fim” e “Valsa nº 6”, que eu ainda não assisti, mas espero que não demore a voltar em cartaz!), ambos dentro do ônibus urbano. Essa escolha por um ônibus como todos os outros nos quais nos deslocamos do trabalho para casa e de casa para o trabalho é simples. É para mexer com o cotidiano das pessoas: “a estratégia de realizar um trabalho cênico dentro de um ônibus em movimento é a de aproveitar o texto, que tem um tempo muito diferente do tempo da metrópole, e promover este choque entre a realidade e a ficção sendo vivenciada pelos passageiros em tempo real”, me explicaram os integrantes da Trupe Sinhá Zózima.

E, claro, a primeira coisa que pensei foi como esse choque entre o tráfego e a cidade interfere na cidade. É preciso estar lá para entender como eles lidam com o barulho do trânsito, do motor, das pessoas, com o contato com as pessoas que estão fora do ônibus, mas observando o que se passa lá dentro, com a encenação na rua e no ônibus, com as pessoas que estão dentro do ônibus e são observadas pelas pessoas de fora etc. Mesmo assim, a viagem me deixou tranquila. Acho que é porque, como eles mesmos me explicaram, o ônibus é um elemento que já faz parte do dia a dia. Se sentir à vontade nele é fácil até para quem não tem costume de ir ao teatro.

Mas ao entrar nesse ônibus, mais do que um trajeto pelo centro da cidade ou por onde quer que ele passe, a Trupe nos oferece um espetáculo delicado que conta a espera de Teresa por Antônio, seu amado, que promete voltar à cidade dela. “Cordel do Amor Sem Fim” é uma viagem em uma história de amor. Até o trânsito vale a pena.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Segunda semana

Revisão.
Na semana retrasada eu pintei 3 portas, 3 mesas e 3 bancos de branco. Eu ensaiei tardes a fio, eu fiz 4 espetáculos seguidos do DNA na Cultura Inglesa de Pinheiros para o projeto "Femsa leva" e depois, no mesmo dia, fui para o centro costurar bonecas de plástico em um voal.

Estreiamos.
Pouquissima gente. É uma pena, porque a peça caiu como uma luva no espaço (ou será que foi o espaço que caiu como uma luva para nós?). Nos divertimos ao fazer a peça já mais madura e pronta, depois de tanto trabalho.

De percaussos, foram poucos: quase cai de um banco (quando fico de pé nele em um salto alto) e alguns tropeços de segundo dia. Mas nada que abale a peça: todo dia a mesma, mas sempre diferente.

Ficamos chocadas com esse caso da estudante da Uniban (e ainda estamos) e como, pode se dizer que infelizmente, o assunto da nossa peça ainda é tão atual.

Queremos falar: estamos organizando debates que logo serão divulgados aqui também.

E pra quem quiser assitir:



"E Agora, Nora?!"
De 04/11 a 17/12
Quartas e Quintas, 20h.
Sala experimental Plínio Marcos
TUSP
(R Maria Antônia, 294)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Confluências

As coisas andam tão rápido que parece loucura. Por isso andei sumida da internet.
A re-estréia de “E Agora Nora?!”, o bazar que fizemos para tentar arrecadar fundos para a companhia, a estréia de “Os gigantes da Montanha”, as apresentações de DNA para o projeto “Femsa leva”...
Porque será que tudo resolve acontecer ao mesmo tempo?!

Parece que é reclamação, mas não é. É só um desabafo de cansaço.
Pronto.
Agora dá pra voltar ao trabalho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bate-Papo no Sesc




Segunda e terça desta semana fizemos 3 apresentações de Bate-Papo no Sesc Pompéia. As apresentações que seriam só para o projeto Alta Voltagem (projeto voltado para jovens) foi aberta ao público tão em cima da hora que não consegui chamar ninguém. Uma pena.

Engraçado como esse tipo de apresentação cria um vinculo emocional. Eu frequento o Sesc Pompéia desde que me conheço por gente. Vi centenas de shows, exposições, peças, eventos. Até o Homem-Aranha eu conheci lá! E poder me apresentar lá foi muito bom.

Também, depois da peça, conversamos com os adolescentes. É emocionante ouvir coisas como "nunca tinha visto uma peça que falasse tão diretamente comigo, da minha vida". Ao mesmo tempo, ouvimos coisas muito estranhas como "não tem nada pelo que eu acho que vale a pena lutar". Faz a gente se sentir velho e ao mesmo tempo se identificar com essa gente descrente do mundo. E estar ali, faz a gente sentir que não só já estamos fazendo alguma coisa como também eles estão. É reconfortante e ao mesmo tempo dá uma ansiedade por poder fazer mais isso. Nós levamos o teatro até eles e eles saíram inspirados pra nos procurar também. Quem sabe essa inspiração vire hábito...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Gigantes

"Estar aqui, Condessa, é o mesmo que estar nas bordas da vida! As bordas, a um comando, se separam: entra o invisível; propagam-se os fantasmas. É natural. Surge o que é comum no sonho. Eu faço com que aconteça também na vigília. Está tudo aqui. O sonho, a música, a oração, o amor... todo o infinito que há nos homens, a senhora poderá encontrar dentro e ao redor desta vila".

Ontem, levantamos o último ato de "Os gigantes da montanha" de Luigi Pirandello.

O Robeto resolveu abolir personas e personagens e explodir a narrativa. Afinal:

"O que importa, antes de mais nada, é a magia; quer dizer, criar a atração da fábula".

E quem vai discutir com Pirandello?